O aumento do emprego com carteira assinada bateu novos recordes em setembro deste ano. Foram geradas 282.841 vagas no mês passado, o melhor resultado para meses de setembro. Com isso, o emprego formal alcançou o número inédito de 2,086 milhões de vagas em nove meses, um aumento de 7,2% em relação ao mesmo período de 2007. O recorde anterior era também de 2004 (1,666 milhão). O governo informou que nunca havia alcançado o número de 2 milhões empregos em um único ano. Os dados fazem parte do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério do Trabalho, e representam a diferença entre contratações e demissões no período.
Também foi recorde a criação de 2,096 milhões de vagas em 12 meses.
Previsão
O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, prevê a criação de 2,1 milhões de vagas neste ano. Segundo ele, os resultados positivos nos próximos dois meses serão anulados pelo número de demissões em dezembro, tradicional mês de queda no emprego formal.
"Ainda vamos ter um crescimento forte em outubro e novembro e uma queda em dezembro. Esses resultados praticamente se anulam", afirmou Lupi.
Para 2009, o ministro manteve a previsão de que sejam criadas pouco mais de 1,8 milhão de vagas, apesar da crise internacional de crédito e seus impactos no Brasil.
"O reflexo da crise será pequeno, mais na área de exportação e na agricultura", afirmou.
Setores
Os dados do Caged divulgados hoje mostram que o maior número de contratações no ano foi registrado no setor de serviços (670 mil), seguido pela indústria (524 mil), construção civil (301 mil), comércio (264 mil) e agricultura (241 mil).
Por região, destaca-se o Sudeste, com a geração de 1,263 milhão de vagas de janeiro a setembro. Somente em São Paulo, foram 344,5 mil vagas em 2008.
As outras regiões tiveram os seguintes resultados: Sul (345 mil), Nordeste (228 mil), Centro-Oeste (183 mil) e Norte (67 mil).
Considerando somente o mês de setembro, o único setor com retração no emprego foi a agricultura, que perdeu 25,3 mil vagas. A maior parte da queda se deve à entressafra do café em Minas Gerais, onde houve uma perda de 22,5 mil vagas.
Fonte: Folha de São Paulo / 15/10/2008.