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05/03/10
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Venda de imóveis novos cresce 9% em São Paulo em 2009, aponta Secovi
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Com a retomada da economia, a venda de imóveis novos residenciais atingiu 35.832 unidades em 2009 na capital paulista, 9,15% a mais do que em 2008, de acordo com a pesquisa divulgada nesta terça-feira pelo Secovi (Sindicato da Habitação) de São Paulo.
O resultado superou a expectativa inicial de encerrar o ano com 33 mil unidades comercializadas. A média mensal de vendas ficou em cerca de 3.000, ante 2.700 no ano anterior.
Segundo o Secovi-SP, os dois últimos meses do ano representaram quase 25% do total vendido no ano, com 8.274 unidades comercializadas.
A recuperação das vendas sobre 2008, no entanto, não foi acompanhada pela produção. Dados da Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio) mostram que o volume de lançamentos apresentaram queda no ano. Foram 30.128 unidades, com redução de 12,75% sobre o volume registrado em 2008.
No último bimestre, foram lançadas 10.142 moradias, volume superior à soma dos sete primeiros meses do ano (9.753). "A recente alta nos lançamentos pode ser atrelada à recuperação após meses seguidos de timidez. Já as vendas atingiram a retomada necessária durante o ano passado, confirmando que a confiança do consumidor está nos mesmos níveis do período pré-crise", disse o economista-chefe do Secovi-SP, Celso Petrucci.
Das unidades disponíveis na cidade de São Paulo, 17,6% foram comercializadas no ano passado, ante um VSO (venda sobre oferta) de 13,8% em 2008.
Apesar do aquecimento desse setor, o número de mutuários com mais de três prestações em atraso, considerando os recursos da poupança, vem caindo nos últimos anos. No ano passado, ficou em 2,56% da carteira, ante 3,07% em 2008. Em 2003, esse percentual atingiu 11,2%.
No ano passado, a Caixa Econômica Federal, um dos principais agentes financiadores, disponibilizou R$ 47,05 bilhões em financiamentos imobiliários, sendo R$ 14,1 bilhões destinados ao programa Minha Casa, Minha Vida. Foi a maior contratação habitacional de sua história, com um volume de crédito 102% maior do que o registrado em 2008.
Fonte: Folha Online
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